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Alimentação saudável na infância e adolescência: estratégias na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis e o papel dos projetos extensionistas

A alimentação em todas as fases da vida tem um significado expressivo na saúde da população. Pesquisas acadêmicas, redes sociais e mídias populares, têm dado grande visibilidade aos aspectos que envolvem a qualidade e a quantidade do alimento consumido e os impactos que as escolhas alimentares inadequadas podem causar na saúde a curto e a longo prazo. Estudos têm demonstrado que os hábitos alimentares inadequados estão diretamente relacionados ao crescimento alarmante das doenças metabólicas e crônicas não transmissíveis, conhecidas como DCNT (Doenças Crônicas não Transmissíveis). Nesse contexto, a busca e a promoção de uma alimentação saudável surge como a principal estratégia de prevenção e combate a esse cenário. Por isso, é fundamental pensar na alimentação desde o início da vida. O leite materno, como primeiro alimento, deve ser mantido até os dois anos ou mais, complementado a partir dos seis meses com alimentos saudáveis que farão parte da rotina da criança. Esclarecer e envolver toda a família na escolha de alimentos in natura ou minimamente processados faz toda a diferença para que os hábitos alimentares mais saudáveis se perpetuem durante a adolescência, caracterizando-se como uma das principais medidas protetivas à saúde. Além disso, na infância e na adolescência há um intenso crescimento físico e neurológico, o que requer uma alimentação adequada e acompanhamento nutricional, tendo em vista as necessidades energéticas e nutricionais aumentadas. A vulnerabilidade biopsicossocial e nutricional de crianças e adolescentes é uma realidade que interfere no estado de saúde desses indivíduos, tornando importante a caracterização das interações clínicas e nutricionais e dos fatores sociais adversos, como a insegurança alimentar (IA), representada pelo irregular acesso à alimentação adequada com práticas sustentáveis e que garantam o crescimento. De forma alarmante a IA vem afetando crianças e adolescentes, comprometendo o crescimento, desenvolvimento e a saúde desse grupo populacional.

Sobre as autoras e Referências

Roberta Braga Pasini Lucchetti*, Marcelli Cople Maia*, Rosane V. Fonseca Rito**, Ana Lúcia Pires Augusto** * Nutricionistas colaboradoras do Ambulatório de Nutrição da Infância e Adolescência (ANIA) e do Grupo Mulheres apoiando Mulheres na Amamentação ** Professoras Associadas da Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro da Universidade Federal Fluminense na Área de Ensino, Pesquisa e Extensão na Atenção em Nutrição materna e infantil REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. Acesso em: 06/03/2026. 2. NETO, João Paulo Batista et al. A divulgação de práticas alimentares saudáveis: um relato de experiência. Research, Society and Development, v. 11, n. 12, p. e312111234331- e312111234331, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/34331. Acesso em: 06/03/2026. 3. COSTA, Caroline dos Santos et al. Escore Nova de consumo de alimentos ultraprocessados: descrição e avaliação de desempenho no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 55, p. 13, 2021. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/rsp/2021.v55/13/pt/. Acesso em: 06/03/2026 4. MOREIRA, Felipe Franco; TEIXEIRA, Carla Somaio. O impacto do isolamento social durante a pandemia de COVID-19 nos hábitos alimentares. São José do Rio Preto: UNILAGO, 2021. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) – Centro Universitário UNILAGO, 2021. Disponível em: https://repositorio.unilago.edu.br/handle/123456789/214. Acesso em: 8 nov. 2025.