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Imunização, hesitação vacinal e o papel da educação em saúde

A vacinação infantil é uma das ações mais eficazes da saúde pública, responsável por reduzir significativamente a morbimortalidade e erradicar doenças imunopreveníveis. Entretanto, o Brasil registrou queda preocupante nas coberturas vacinais nos últimos anos, resultado da desinformação, insegurança sobre os imunizantes, hesitação vacinal, fake news, mudanças no comportamento da população, dificuldades de acesso e fragilidades organizacionais dos sistemas de saúde. Esse cenário evidencia a necessidade de novas estratégias de comunicação capazes de aproximar as famílias das informações seguras sobre imunização. O fenômeno da hesitação vacinal, caracterizado pelo atraso ou recusa em aceitar vacinas, mesmo quando disponíveis não é exclusivo do Brasil. Trata-se de um desafio global, multifatorial e dinâmico, influenciado por aspectos culturais, sociais, religiosos, políticos e comunicacionais. A facilidade de disseminação de informações falsas nas redes sociais tem aumentado medos e desconfianças, levando parte da população a questionar a segurança e a eficácia das vacinas. Essa quebra de confiança afeta diretamente os esforços de controle de doenças e ameaça conquistas históricas da saúde pública. Nesse contexto, a educação em saúde emerge como uma estratégia essencial para combater a desinformação e promover o empoderamento da população. Mais do que repassar informações, educar em saúde implica dialogar, escutar e construir conhecimento de forma compartilhada. É nesse espaço que as tecnologias educacionais, como vídeos, aplicativos e recursos digitais interativos, ganham destaque. Tais ferramentas permitem traduzir conteúdos científicos complexos em mensagens acessíveis e atraentes para o público.

Sobre as autoras

Mestranda Caroline Pereira Cardoso:Enfermeira, Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial, Especializada em Enfermagem na Saúde Pública com Ênfase em Vigilância em Saúde e em Enfermagem do Trabalho. Atua como Referência Técnica em vacinas na Atenção Primária da Prefeitura de Contagem e como Colaboradora da Comissão de Ética de Enfermagem do Coren-MG. Orientadora Rosane Cordeiro Burla de Aguiar: Enfermeira, Doutora em Educação em Saúde, Professora associada Departamento Materno-Infantil e Psiquiatria da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa/UFF. Professora Permanente do programa Profissional em Enfermagem Assistencial. Membro do Núcleo de Pesquisa e Estudos em Saúde Integral da Criança e do Adolescentes (NUPESICA). CONFIRA AQUI O VÍDEO SOBRE O TEMA: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1132445